desatento, observo as ilusões mais perto de mim, sou cortado por metáforas desencontradas, me perco entre os seios de uma mulher, derramo um suco vermelho por entre as entranhas de um vulto que já esqueci
Suspiro alhures de mim para contornar meus desejos, re-faço passos no clarear da manhã, me perco entre os corpos que me perfuram, sou o gozo que escorre por entre suas pernas, debocho do destino, já estou em outro lugar.
Me reabro na esperança ansiosa de não ser o que querem de mim. Mais preso no meu intimo, danço pelo estreito do dia em busca de imagens que me tragam paz. Sou mais aqueles que gritam poesia como forma de viver só, com muitos.
Quero a paz de um canto seguro, ver meus filhos correndo com suas imagens mentais decifrando mais cores do que existem. Quero os sentidos mais próximos do meu corpo integro na presença de um outro mais sultil.
O choro se cala quando sinto que nunca estive. Sempre soube que o outro era um eu, que eu inventava para me saciar. Defronte ao espelho, desenho novas ilusões.
Me performo no indeterminismo dos meus dias, entre desatinos lamuriais, abram-se clarões por planícies extintas. Reafirmo evidencias insignificantes de um homicídio. Relembro sem saudades do não foi feito
perfilo pelo meu corpo pelos meus anseio mais severos ao meu ser. não estou em nenhum lugar. fico e paz com seus suspiros em meu peito. faço de mim alguma imagem incorrigivel ao espelho, me derramo pelas nervuras do meu desejo.